O Mundo Real – Marketing Médico – MedTarget
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24 de junho de 2021
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O Mundo Real

Você já deve ter visto um milhão de promessas em cursos de marketing. Discursos bonitos, promessa de seguidores e fortunas. Possivelmente já ouviu falar em termos como leads, tráfego, conversão… Pode ser que tenham falado em estratégias infalíveis, fazendo tudo no digital parecer fácil como tirar doce de uma criança.

Aliás, você já tentou tirar o doce de uma criança? Na verdade, no mundo real, tirar doce de uma criança ou ter sucesso no digital são muito mais difíceis do que parece. No nosso caso específico, das mídias sociais, fazer o online ter resultados práticos no mundo offline é uma tarefa árdua. 

Árdua, mas não impossível. E aqui vai um choque de realidade: se você ouviu ou já leu sobre os termos que estão no primeiro parágrafo, você começou mal!  Não existe receita para o sucesso, mas para o fracasso as fórmulas estão prontas e se você já começou no digital pelo marketing, você simplesmente atropelou o princípio básico das redes sociais, que está em seu próprio nome: elas são SOCIAIS.

As pessoas querem ver pessoas. Tanto é que as marcas se personificam nas redes sociais. Estar nas redes de alguém é estar na sua intimidade. Você já parou para pensar o que você está fazendo enquanto zapeia o Instagram? Ou seja, o conteúdo que você compartilha será visto nos momentos mais íntimos e inusitados. E você sabe o que isso significa?

Se não sabe do que adianta procurar fórmulas para leads perfeitos, tráfegos colossais, milhões de seguidores… Essas coisas são consequência, não podem ser o fim. O fim tem que ser as pessoas.

E a resposta da minha pergunta: isso significa que as pessoas querem mais do que conteúdo, produtos ou serviços de qualidade: ELAS QUEREM IDENTIFICAÇÃO. Elas querem se identificar com os seus valores, querem ver a sua vida, a sua humanidade… Sim, ninguém espera um médico sendo médico 24 horas por dia, mas uma pessoa, como qualquer outra, que têm os seus momentos de diversão, de desabafo, de família e que, sobretudo, trate os seguidores como pessoas. Comece e termine pensando neles. 

OS TRÊS PRINCÍPIOS BÁSICOS

Depois de entender que o principal das redes sociais são as pessoas, existem três princípios básicos que devem ser seguidos, muito antes de se preocupar com a técnica e com a linguagem do marketing.

  1. Início

Comece pelo paciente. Ele é o centro do seu perfil. Entenda o contexto dele, a dor dele. E não espere isso da agência. Ele não quer ver isso dela. Ele quer ver isso de VOCÊ. 

  1. Interação

Por isso, dê ouvidos e atenção aos seus seguidores, respondam as perguntas, use-as como temas para posts, porque ninguém melhor do que seus pacientes para saberem o que eles querem ver no seu perfil. 

  1. Integração

Você precisa ser o mesmo em todos os pontos de contato com o seu paciente. Não adianta ser prestativo e solícito no Instagram e não ser no blog, no Facebook, ou pessoalmente. A verdade VENDE.

NÃO SEJA MAIS UM

Se destacar nunca foi tão difícil, e ser somente mais um na multidão não vai ajudá-lo nos seus objetivos. Por isso, saiba o porquê você está online. E quando falo isso, não me refiro à meros resultados como: ter seguidores, pacientes, lucros… Isso são consequências, não podem ser fim. 

Lembre-se, você está na intimidade do seu seguidor. Por isso, se pergunte: o que eu tenho a oferecer? Por que essa pessoa vai continuar me seguindo? 

Por isso, você deve falar a mesma língua do seu público. Dê à audiência o que ela quer: ouvir histórias, seja cativante, humano, seja empático. PARE DE TRATAR SEU PÚBLICO COM ALVO, já falamos sobre isso em outro post, mas muita gente ainda insiste em tratar assim sua audiência. Pense: você é a audiência de alguém, você escolheria um produto, marca ou serviço que te vê com um alvo nas costas, um mero número?

Imagino que não. Nem seu público. Por isso, interaja, trate-os como únicos, por cada um deles é. Faça deles seu melhor marketing: o boca-a-boca digital é fundamental. Se antigamente, antes das redes sociais, um cliente satisfeito espalhava uma marca para 4 pessoas, enquanto o insatisfeito fazia para o dobro de pessoas, com as redes sociais esse número é exponencial: um comentário positivo ou negativo tem alcances imensuráveis e ninguém tem mais crédito para divulgá-lo do que seu próprio público fazendo de livre espontânea vontade.

O GRANDE ÔNUS

Mas nem tudo são flores. Quando tratamos de redes sociais, tratamos de pessoas, e elas são imprevisíveis. Por isso, por mais que você queira, não há como estar no controle. Prepare-se emocionalmente para o impoderável…mais do que isso: prepare-se para as coisas ruins, pois elas vão acontecer. Parece paradoxal, mas basta você ver os perfis de famosos que vai entender: quanto mais amado, mais odiado. Quanto mais as pessoas se identificam com você, mais outras não se identificam… e está tudo bem.

Ser odiado não é o problema, afinal, significa que você também é amado. O problema é a indiferença. E por isso é preciso que você também fuja das amenidades, tenha posições e seja humano. Claro, isso vai afastar uns, mas vai trazer tantos outros ainda mais engajados. Ser água com açúcar, traz seguidores água com açúcar

MORAL DA HISTÓRIA

Não pule etapas do processo. Antes de começar a procurar capacitação, se entupir de termos de marketing e se iludir com falsas promessas, entenda que, no fim, as redes sociais são SOCIAIS. Entenda os seus motivos, sua audiência e se HUMANIZE.

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